Confirmado: não há estrutura extraterrestre em torno da estrela Tabby

Astronomia

Confirmado: não há estrutura extraterrestre em torno da estrela Tabby

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13 de fevereiro de 2018

Os cientistas descartaram definitivamente a tese de uma gigante infra-estrutura extraterrestre em torno da misteriosa estrela “Tabby” para explicar suas fortes variações de brilho.

 

O KIC 8462852 é uma estrela localizada a 1480 anos-luz da Terra e um pouco mais maciça, quente e luminosa do que o Sol. Ele foi Observada graças ao telescópio Kepler que detectou, em 2015, que 20% de seu brilho diminui em períodos que podem durar de 5 a 80 dias. Um fenômeno cuja explicação não estava claramente estabelecida. Na época o astrônomo americano Jason Wright da Universidade Estadual da Pensilvânia sugeriu que talvez fosse explicado pela presença de uma esfera de Dyson, sendo esta uma megaestrutura construida ao redor da estrela por uma civilização extraterrestre para capturar a sua energia.

 

Demorou vários meses de observações para que uma equipe de mais de 200 astrofísicos pudessem rejeitar essa hipótese. “A poeira é a causa mais provável dessas variações no brilho da estrela”, diz Tabetha Boyajian professora assistente da Universidade Estadual da Louisiana e principal autor deste trabalho publicado na quarta-feira, 3 de janeiro de 2018 em The Astrophysical Letters Journal. “Os novos dados coletados durante as observações revelam diferentes cores de luz bloqueadas em diferentes intensidades, o que significa que o que passa entre nós não é opaco descartando uma megaestrutura extraterrestre ou um corpo planetário” diz Tabetha Boyajian cujo primeiro nome inspirou o apelido da estrela “Tabby” cientificamente conhecido como KIC 8462852.

 

Esta estrela descrita pelos cientistas como “a mais misteriosa do Universo”, está localizada a mais de 1000 anos-luz da Terra. Ela é cerca de 50% maior do que o nosso Sol e também é 1000 graus mais quentes. Embora os cientistas tenham descartado a hipótese de uma estrutura alienígena gigante, “as últimas observações também podem ser a assinatura de outros fenômenos naturais”, diz o astrofísico Jason Wrigh um dos co-autores deste estudo. “Existem modelos matemáticos que simulam materiais circunstelares como os exocometas orbitando a estrela o que parece corresponder aos dados que coletamos”, diz ele.

 

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