Foi descoberto no Brasil dois novos vírus gigantes

Biologia

Foi descoberto no Brasil dois novos vírus gigantes

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27 de Fevereiro de 2018

Eles foram apelidados de Tupanvirus Soda Lake e Tupanvirus Deep Ocean. Estes vírus possuem um conjunto genético mais completo do que qualquer outro vírus conhecido. Estes vírus são tão grandes que  é possível ser observado  por um microscópio óptico e infectam amebas em geral.

 

A existência destes vírus leva a repensar a definição de vida que atualmente é dividida em três grandes ordens de distribuição (bactérias, eucariotas e arqueias). A descoberta desses vírus foi descrita na revista Nature Communications, 27 EC 2018. A autoria do artigo é do professor Bernard La Scola da UMR Mephi (phylogeny Evolution Microbes and Infection) da Universidade de Aix-Marseille e o IHU Mediterranean Infection, e sua equipe.

 

Uma composição genética muito completa

 

Os dois novos vírus tem um parentesco com os Mimivirus o primeiro foi chamado de Tupanvirus Soda Lake por ter sido descoberto plea primeira vez em um lago no Brasil e o segundo de  Tupanvirus Deep Ocean, que foi encontrado a 3000 metros de profundidade em sedimentos oceânicos. Os seus tamanhos variam entre 450 e 550 nanômetros e “Eles se assemelham muito com Mimivirus, mas eles possuem uma particularidade uma longa e grande cauda que no momento permanece desconhecido sua função” informa Bernard La Scola.

 

Tupanvirus © B La Scola e J. Bou Khalil

 

PROTEÍNA. As análises do genoma desses  vírus mostram que eles contém genes similares aos dos vírus conhecidos e também possui genes de organismos dos Três Domínios. E o mais importante, um grande número de Turpanvirus abrigam os genes envolvidos na montagem das proteínas possuindo os genes responsáveis por incorporar os 20 ácidos amínicos conhecidos. “Eles possuem um equipamento de tradução genética ( ou seja,  transformar as informações do RNA em proteína) único no mundo viral. Sendo autônomos por seu ribossomo, eles também precisam de um hospedeiro para a síntese proteica “, diz o pesquisador.

 

Megavírus com um genoma maior do que certas bactérias

 

A identificação desses dois novos vírus gigantes é “um novo passo na compreensão da originalidade desses vírus”. Os cientistas estão começando a entender melhor “a composição de seu gene e sua complexidade, sua capacidade de ser infectado por pequenos vírus e seu mecanismo de defesa para se proteger”, acrescenta Bernard La Scola.

 

Parece cada vez mais que esses organismos são muito diferentes dos vírus clássicos. Na década de 1950, eles deixaram de ser classificados como seres vivos porque não atendem a certos critérios que caracterizam a vida: eles podem reproduzir ou sintetizar proteínas usando a maquinaria genética de uma célula hospedeira ao contrário de outras organismos vivos. Entre os vírus gigantes, essas distinções perdem algum significado.

 

Os dois novos Turpanvírus têm mais material genético do que algumas bactérias e quase todo o equipamento necessário para a síntese proteica! Os biólogos têm considerado desde a sua descoberta para classificá-los em um novo ramo dos vivos, uma quarta área. Um debate está envolvido nessa direção, mas ainda está longe de ser fechado.

 

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