Hubble encontrou a estrela mais distante do sistema solar

Astronomia

Hubble encontrou a estrela mais distante do sistema solar

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4 de abril de 2018

O Telescópio Espacial Hubble da NASA observou a estrela individual mais distante do nosso sistema solar. Segundo a NASA esta estrela, uma supergigante azul, está localizada a 9,3 bilhões de anos-luz da Terra. Esta estrela é oficialmente registrada sob o nome de MACS J1149 + 2223 Lensed Star-1, mas seus descobridores a apelidaram de Ícaro.

 

Normalmente o brilho deste tipo de estrela é muito baixo para os telescópios terrestres detectarem, apesar de serem até um milhão de vezes mais brilhantes e de serem cerca de duas vezes mais quentes que o nosso Sol. Mas graças a um capricho da natureza, o fenômeno da lente gravitacional, o Telescópio Espacial Hubble avistou essa estrela distante e, assim, estabeleceu um novo recorde de distância.

 

O que é uma lente gravitacional?

 

Este fenômeno age um pouco como uma lente astronômica. De acordo com a relatividade geral de Einstein, uma grande distribuição de massa desvia os raios de luz que passam nas proximidades, curvando e ampliando a luz. Esta técnica permite que os astrônomos estudem estrelas individuais em galáxias distantes.

 

Ícaro, cujo nome oficial é MACS J1149+2223 Lensed Star 1, é a estrela individual mais distante já observada. Crédito: NASA, ESA e P. Kelly (Universidade de Minnesota)

 

Neste caso, a estrela é visível apenas porque é amplificada pela gravidade de uma massa maciça de galáxias localizada a cerca de 5 bilhões de anos-luz da Terra. Este cluster, chamado MACS J1149 + 2223, é mostrado à esquerda na imagem que acompanha este texto e está localizado entre a Terra e a distante galáxia espiral que inclui Ícaro.

 

Esta estrela está a pelo menos 100 vezes mais distante do que as outras estrelas anteriormente observadas, com exceção de algumas supernovas, explosões de estrelas no final da sua vida. Além disso, galáxias mais antigas já foram observadas, mas nunca no detalhe de estrelas individuais.

 

Esta imagem mostra a enorme concentração de galáxias MACS J1149.5+223, cuja luz demorou 5 mil milhões de anos até chegar à Terra. Em destaque está a posição da estrela LS1, a sua imagem foi ampliada por um fator de 2000 graças à lente gravitacional. Crédito: NASA, ESA, S. Rodney (Universidade John Hopkins, EUA)

 

A detecção de Ícaro também permitiu testar a teoria da matéria escura e investigar a composição do aglomerado de galáxias em primeiro plano. Os detalhes dessa descoberta foram publicados na revista Nature Astronomy.

 

 

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