A neutralidade da Suíça  durante a Segunda Guerra Mundial

História

A neutralidade da Suíça durante a Segunda Guerra Mundial

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13 de Fevereiro de 2018

A guerra estourou e a Suíça vê os países vizinhos em guerra e alguns sob controle alemão. No entanto, isso não parece preocupar o presidente do país, Marcel Pilet-Golaz, que é retratado como conservador e favorável aos regimes autoritários. Mas e o povo suíço?

 

Mesmo quando os seus países vizinhos entram na segunda grande guerra a Suíça tenta manter a sua neutralidade. Quais os motivos que levaram a Suíça a fechar suas fronteiras, quando um povo inteiro foi levado à morte? Embora seja verdade que a solução final posta em prática pela Alemanha nazista, cujo objetivo era exterminar o povo judeu, tentou permanecer em segredo aos suíços para evitar qualquer forma de resistência, a Suíça estava ciente, no entanto, de que ela queria acreditar ou não no desaparecimento dos perseguidos.

 

Os judeus eram presos como criminosos, cuja culpa era existir, viram apenas como último recurso viajar para um outro país fugindo da perseguição. Depois dos Estados Unidos como primeiro destino, eles rapidamente se voltaram para a Suíça “a salvação dos judeus”, como os suíços gostavam de se chamar. No entanto o acesso era dificultado, Joseph Spring conta que foi negado a sua entrada e por isso terminou em um trem para Auschwitz.

 

Os suíços não costumavam ir à guerra, mas enviavam soldados para lutar em outros exércitos e tiravam proveito deles para se enriquecerem. Para permanecer distante dos conflitos a Suíça assinou  acordos comerciais com o Reich e por isso o próprio Hitler assegura a proteção dos suíços. Suas armas vieram reforçar a artilharia da Wehrmacht.

 

Durante a guerra  alguns suíços chegaram até a denunciar os imigrantes ilegais que tentavam salvar suas vidas de forma equivocada eles colocaram o destino dos judeus nas mãos dos alemães. Um telegrama conhecido como “Telegram Riegner” testifica que os suíços estavam cientes: datado de 8 de agosto de 1942, mostra claramente as etapas do processo que era o Holocausto.

 

No entanto, em 7 de setembro de 1942, as jovens suíças assinam uma petição a favor da recepção de refugiados e expressaram fortemente sua indignação contra as repressões que ocorriam. Embora a Suíça tenha recusado uma série de imigrantes ilegais, é importante lembrar que parte da população acolheu judeus e salvou suas vidas. Existem vários exemplos, como Gertrud Kurz, Carl Lutz e Paul Grüninger, que são apenas três exemplos, em meio a tantos outros salvos pelos suíços.

 

O exército suíço provavelmente não teria o peso contra o exército alemão. À medida que a Alemanha nazista assumiu o poder de todos os países que rodeavam a Suíça, os habitantes desses países reivindicaram uma forma de resistência ao manter sua liberdade política, mas este não era o caso economicamente falando. Em 1997, o New York Times declarou: “A Suíça é o país de ruas limpas e consciências sujas”.

 

Os historiadores concordam com o papel dos bancos suíços ao serviço da Alemanha nazista, coletando a riqueza acumulada nos campos de concentração e de extermínio. Sem os bancos suíços e sem os acordos comerciais assinados com o Reich, a duração da guerra  seria reduzida? Os historiadores debatem isso, enquanto a Suíça continua sendo um país rico, precisamente desde o fim da guerra em 1945.

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