Não existe somente 2 tipos de diabetes, mas 5!

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Não existe somente 2 tipos de diabetes, mas 5!

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6 de março de 2018

Quando falamos de diabetes costumamos distinguir dois tipos: diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2. Mas pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, questionam essa dicotomia. Em um estudo publicado em The Lancet Diabetes e Endocrinologia eles explicam ter estudado os registros de mais de 10.000 pacientes diabéticos na Suécia e na Finlândia e chegaram à conclusão de que não existem dois tipos de diabetes, mas 5!

 

Até agora, o diabetes foi dividido em dois grupos. A diabetes tipo 1, geralmente encontrada em jovens e que afeta 10% das pessoas com diabetes sendo uma doença auto-imune: o corpo já não reconhece as células beta no pâncreas, cujo o papel é produzir insulina, e as destroem. Com isso o corpo não tem como regular o aumento do nível de açúcar.

 

Quanto ao diabetes tipo 2, que afeta o resto dos diabéticos, duas anormalidades podem ser responsáveis ​​pela hiperglicemia dos pacientes: o pâncreas ainda fabrica insulina, mas não o suficiente é o insulinopenia, ou esta insulina age pouco sendo chamada de resistência à insulina. É uma doença progressiva que geralmente só ocorre após os 40 anos. Mas para pesquisadores suecos o diabetes tipo 2 geralmente abrange quatro categorias: duas formas graves da doença e duas formas mais suaves.

 

Nova divisão da diabetes tipo 2

 

As formas graves primeiro incluem “diabetes insulinodependente grave” e “diabetes resistente a insulina grave”. O primeiro é semelhante ao diabetes tipo 1: os pacientes têm um índice de massa corporal (IMC) relativamente baixo, falta de insulina e a doença aparece precocemente. No entanto, eles não possuem anticorpos reveladores de doenças auto-imunes, daí a diferença com a diabetes tipo 1. Estes pacientes apresentam maior risco de retinopatia diabética do que outros, disseram os pesquisadores.

 

O diabetes chamado “resistência severa à insulina” está relacionado ao excesso de peso ou à obesidade e as células têm dificuldade em responder à insulina. Esses pacientes são mais propensos a ter doença hepática ou insuficiência renal crônica.

 

Quanto às formas mais suaves, uma delas é uma diabetes denominada “leve” ligada a um IMC elevado e, portanto, à obesidade, o outro é um diabetes “leve” relacionado à idade e, portanto, observado em pacientes mais velhos. “Esses resultados são muito importantes, “estamos dando um passo em direção para a medicina personalizada”, disse Leif Groop, co-autor do estudo, “As três formas graves de diabetes (diabetes tipo 1” A diabetes insulinodependente grave, “diabetes resistente a insulina”, podem ser tratadas de forma mais severa do que as duas formas benignas”.

 

Uma vez que os pacientes com “diabetes insulino-dependente grave” apresentam maior risco de retinopatia diabética e aqueles com “diabetes resistente a insulina grave” com maior risco de doença hepática ou renal, devem receber acompanhamento personalizado para reduzir o risco de desenvolver essas complicações, dizem os pesquisadores.

 

No entanto, antes de mudar a classificação de diabetes é necessário verificar se este estudo, realizado apenas em escandinavos, também se aplica a outras populações, como asiáticos e africanos. Na verdade, o diabetes está ligado a fatores ambientais e genéticos.

 

 

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