Biobateria inspirada na Enguia elétrica

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Biobateria inspirada na Enguia elétrica

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15 de Fevereiro de 2018

Os pesquisadores criaram uma biobateria inspirada no órgão elétrico da enguia elétrica que produz ate 1.500 volts. Um dispositivo que pode ser suficiente para alimentar pequenos dispositivos médicos.

 

Pesquisadores norte-americanos foram inspirados pelo sistema elétrico da Electrophorus electricus, comumente chamado de enguia elétrica ou Poraquê, para desenvolver uma fonte de energia biocompatível e auto-suficiente. Isso poderia ser usado para alimentar dispositivos médicos, como marcapassos ou sensores implantáveis. O protótipo apresentado na revista Nature, de 14 de dezembro de 2017, reproduz o órgão elétrico da enguia em um filamento flexível e transparente. O projeto é liderado por químicos e biofísicos do Instituto Adolphe Merkle, Alemanha e das universidades de Michigan e San Diego, EUA.

 

Para defender ou atacar a enguia é capaz de produzir choques elétricos de até 1.500 volts. Uma energia que é gerada graças a células especializadas que estão presentes em quase todo o comprimento de seu corpo, os eletrócitos. Controladas pelo sistema nervoso do peixe essas células liberam íons de sódio de um lado e íons de potássio no outro. Cada eletrócito produzido por esta circulação de elementos carregados eletricamente tem baixa tensão. Mas as células são de alguma forma dispostas em série de maneira que essas tensões se somam para finalmente formar uma poderosa corrente elétrica.

 

Sistema elétrico da enguia – Credito: Caitlin Monney

 

É precisamente esse sistema que os pesquisadores reproduziram. Em um filme de plástico fino eles instalaram compartimentos de água doce e água salgada separados por membranas permitindo separar os íons de sódio ou os íons de potássio. Cada compartimento é projetado a partir de um hidrogel que contém água, salgada ou doce, permitindo que os íons circulem. São necessários quatro tipos diferentes de hidrogel para replicar a circulação de íons. Como na enguia foi montado várias dessas células em serie no filme de plástico para aumentar a produção de eletricidade, 2500 no total. Os cientistas conseguiram produzir uma tensão de 110 volts. “Em teoria, isso é suficiente para alimentar dispositivos eficientes em termos de energia como os marcapassos”, diz Thomas Schroeder, um químico da Universidade de Michigan que lidera o trabalho. Mas o ideal seria reproduzir o mecanismo dos fluidos do corpo humano de modo a tornar a bateria quase auto-suficiente.

 

Abaixo segue o video feito pela revista Nature:

 

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